Secretaria de Turismo e Cultura

 

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A cidade histórica de Paraty, situada no sul fluminense, a 250 km do Rio e 300 de São Paulo, vem festejando suas pingas há dezenove anos consecutivos sempre no terceiro fim de semana de agosto, com o seu já famoso Festival da Pinga. Criado no início dos anos oitenta com o objetivo de resgatar e divulgar o produto paratiense por excelência há mais de 300 anos, o Festival da Pinga de Paraty vai ser animado este ano com shows de Mestre Ambrósio, Neguinho da Beija-Flor, Os Morenos e, durante os três dias de uma das maiores festas dedicadas à aguardente no país, a banda Baião de Corda vai fazer a trilha sonora ideal para quem gosta de dançar um forró arretado.

Originária das ilhas do Pacífico, a cana de açucar chegou à Europa com os Cruzados. Os descobridores portugueses, precisando colonizar as terras d'além-mar achadas por Cabral em 1500, optaram pela plantação extensiva da cana e produção de açucar para suprir um mercado mundial carente daquele produto - até então raro e vendido somente em farmácias.

Nasciam o engenho, a casa grande e a senzala.

A aguardente, subproduto da cana de açucar, sempre esteve ligada ao Brasil desde seus primórdios. Segundo Gilberto Freyre, a aguardente começou a fazer parte da dieta escrava muito antes de se tornar seu vício, sendo servida logo de manhã cedo, com pirão de farinha e frutas : dava sustança pra lide.

Com o tempo, a aguardente foi se tornando moeda de troca por negros escravos e, embora tenha tido sua produção proibida diversas vezes pela Coroa - por conta da concorrência que fazia à bagaceira e aos vinhos portugueses - acabou se tornando a mais popular bebida brasileira . Até hoje.

Os primeiros engenhos que se tem notícias no Brasil Colônia foram construidos em 1533 e 1541, na Capitania de São Vicente, vizinha à Paraty. Embora não existam referências escritas sobre o efetivo início na produção da bebida na Colônia ou em Paraty, Luiz da Câmara Cascudo opina que a aguardente brasileira nasceu por volta de fins do século XVI.

Sendo historicamente inquestionável a influência da Capitania de São Vicente no povoamento e desenvolvimento da região - Paraty inclusive - acredita-se que, a partir de 1600, a bebida tenha começado a ser alambicada em terras paratienses. E, mesmo sem ter sido pioneira na produção da aguardente de cana, Paraty - "quer pelas suas terras, quer pelas suas aguas ou lenhas" ou ainda pelos segredos da própria alambicagem - foi a mais importante região produtora de pinga no Brasil Colônia. Não apenas na Corte como na Colônia, todos pediam uma dose de paraty quando desejavam uma simples aguardente. Podemos afirmar, sem constrangimento, que a pinga é Paraty.

A pinga produzida em Paraty fez tanta fama pela sua qualidade, segundo Monsenhor Pizarro e outros historiadores, que custava mais caro que todas as demais comecializadas no país ; e sua importância sócio-econômica foi tão grande desde 1700 que acabou emprestando seu próprio nome (paraty) como sinônimo de aguardente até pelo menos meados do século XX. E, embora aquele nome tenha perdido seu significado como sinonímia, a cidade vem organizando, desde 1983, o Festival da Pinga, criado pela Associação Comercial e Industrial, objetivando basicamente o resgate e a divulgação do mais famoso produto local, fabricado há mais de 300 anos, sempre de modo artesanal.

Dos mais de 100 alambiques de aguardente que funcionaram no município a partir de meados de 1700, a cidade conta hoje apenas com as marcas Corisco, Coqueiro, Itatinga, Murycana, Maré Alta e Vamos Nessa, todas de qualidade inigualável e consideradas por peritos em aguardente - como os membros da Academia Brasileira da Cachaça e da Confraria do Copo Furado, ambas do Rio de Janeiro - como as melhores dentre as milhares de pingas alambicadas hoje em dia.

Em 2001, a 19ª versão consecutiva do Festival da Pinga começa extra-oficialmente uma semana antes, com a realização do Concurso de Drinks, criado com o objetivo de se divulgar a aguardente paratiense como base para drinks e coquetéis alcoólicos. Na semana seguinte, 17, 18 e 19 de agosto, poderão ser vistos, entre goles das melhores pinguinhas artesanais, shows com o moderníssimo e sofisticado forró de Mestre Ambrósio, o sambão de Neguinho da Beija-Flor, o pagode de Os Morenos e, durante os três dias, o forrozão do Baião de Corda e o Limousine Negra, animando o povo num arrasta-pé que vai varar as três noites do festival.

A pinga brasileira, ao mesmo tempo em que vem ganhando novos mercados no exterior, chega ao século 21 com um padrão de qualidade e fama inigualáveis. Prova disto são o incremento do produto na pauta de exportações,o apoio do governo federal através do Sebrae e da iniciativa privada através do PBDAC, a inauguração de novas cachaçarias seja no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza ou Salvador,entre outras, e na visível presença da bebida em lugares antes frequentados apenas por destilados importados.

Isso tudo, sem falar na maior festa brasileira, o carnaval, que divulga o Brasil e as coisas brasileiras para o mundo todo ; em 2001, o samba enredo do G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense, tricampeã neste ano, dizia :

"Pinga... Olha a cana virando aguardente.

No mercado do ouro atraente,

Paraty espalhou a bebida".

Todos são incondicionais em reconhecer que um nome está intimamente ligado a outro; pinga é mesmo Paraty.


SERVIÇO - O Centro de Informações Turísticas, da Secretaria de Turismo e Cultura, funciona todos os dias, das 8 da manhã às 8 da noite. Av. Roberto Silveira, 1. Fone 24-3371.1266 ramal 218.

HOSPEDAGEM - Paraty conta com boas opções de hospedagem, somando 148 pousadas dos mais diferentes estilos. O Centro de Informações Turísticas informa nomes e telefones de todas as pousadas locais.

PASSEIO DE ESCUNA - Um dos principais programas para quem visita Paraty é fazer um passeio de escuna pelas águas tranquilas da baía. Há cerca de 300 praias e 65 ilhas na região. Os passeios de escuna têm duração de 5 horas e algumas delas oferecem serviço de bar e almoço à bordo. A maioria das pousadas facilita a vida dos turistas, vendendo passeios de escuna na própria recepção sem diferença de preço.

RESTAURANTES - Há algum tempo Paraty vem criando fama em torno de seus restaurantes, alguns deles presença constante na mídia nacional e até internacional. Encontra-se na cidade culinária iraniana (Amigo do Rei), francesa (Merlin o Mago), tailandesa (Thai Brasil), italiana (Punto di Vino), internacional (O Porto), caiçara (Banana da Terra, Refúgio, Abel), um japonês (Sushi Paraty), um de cozinha mediterrânea (Kontiki) e um de culinária típica mineira (Fazenda Murycana). A cidade possue quase 70 restaurantes, dos mais simples aos mais sofisticados.

ARREDORES - Imperdíveis para quem visita a cidade são um banho numa das muitas cachoeiras da região, um passeio à Trindade - conjunto de praias que já foi reduto hippie nos anos setenta e a Fazenda Murycana, um complexo turístico em meio à Mata Atlântica cercado de bromélias, samamabaias e helicônias originais, com restaurante para 300 pessoas.

PARATY BY NIGHT - A noite paratiense oferece aos visitantes desde shows de jazz, blues e MPB do Café Paraty e do Margarida Café, passando pelo espetáculo de bonecos manipulados do Teatro Espaço - conhecidos e premiados internacionalmente - e até mesmo um bar noturno gay (Dama da Noite) que se gaba de possuir o melhor DJ e som mecânico da cidade.

COMO CHEGAR : Do Rio a Paraty é só pegar a BR-101. De São Paulo, uma opção é pegar a Ayrton Senna e seguir até a Carvalho Pinto. Depois, pegar a Osvaldo Cruz até Ubatuba e daí, a BR-101 até Paraty. De Minas, pegar a rodovia BR-040 até o Rio e a Rio/Santos até a entrada de Paraty.

VISITANDO OS ENGENHOS :

Fazenda Murycana : estrada Paraty/Cunha, km 6.

Engenho Vamos Nessa : estrada Rio/Santos (sentido SP), a 7km do centro.

Engenho Itatinga : estrada Rio/Santos (sentido SP), a 9 km do centro.

Engenho Coqueiro : estrada Rio/Santos (sentido SP), a 8 km do centro.

Engenho Maré Alta : estrada do Jacu (entrada pela Paraty/Cunha, antes da Ponte Branca).

Engenho Corisco : estrada Paraty/Corisco, a 6 km da Rio/Santos.

CONFERINDO OS SABORES : Os alambiques paratienses produzem a pinga pura (branquinha), envelhecida, caramelada, de banana e a secular azuladinha, cujo segredo está nas folhas de tangerina.

Renan Wanderley (in memorium)

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